terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Sem compromisso


Peguei-me sem saber o que sentia. Nem escrevendo, que é como costumo organizar minha cabeça, consegui decifrar o que acontecia dentro dela. Talvez não seja preciso dar um nome aos sentimentos. Talvez seja até melhor não nomear nada, não definir nada. Só sentir, sem compromisso.
Tá aí... Sentir sem compromisso. Hoje eu quero, amanhã já não sei.
Por exemplo, hoje eu adoro chocolate e jamais concordaria com uma dieta. Amanhã, me inscrevo na academia. Por que não? Se a vida é assim, feita do que a gente faz. Eu quero experimentar vários sabores, várias cores, várias vidas. Eu quero começar tudo o que eu puder. Amanhã eu decido se continuo.
Maldita hora em que somos encorajados a acreditar em planos. Planos se vão, se perdem no tempo. Planos podem machucar – quando não se concretizam. Planos deixam a pior saudade: a saudade de uma coisa que nunca aconteceu. Ultimamente, a política do vamos-deixar-acontecer tem me agradado mais. Tenho praticado mais improviso, cansei de seguir o roteiro.
Tô gostando de aceitar as surpresas da vida, de ser levada pelo sopro. Desprendi-me de esperar o amanhã, parei de tentar decifrar o que ele vai dizer. Dei férias aos objetivos. Pelo menos, aos que são a longo prazo. E os objetivos que ainda tenho? Não sei se vão ser os mesmos amanhã.  

sábado, 26 de novembro de 2011

Favor não comparecer amargo

A vida não anda me deixando dormir. É cada peça que ela prega... Uma atrás da outra. Surpreendo-me quase todos os dias. Nem sempre são comédias. Ou romances.
                Na verdade, a vida machuca bastante, mas faz aprender. Como num jogo bem perdido, a gente precisa reconhecer as falhas. Não só isso, a gente precisa reconhecer os maus jogadores: aqueles que, no futebol, fingem cair, mas derrubam de verdade. Estão no lugar errado, já que quadra não é backstage de novela ruim. Na quadra não se deveria atuar. Nem na vida.
                A vida é doce, e eu quero experimentar. Por favor, fique longe de mim se estiver amargo; fique longe de mim porque não estou interessada em jogar contra o seu time tolo; fique longe de mim que não quero fazer parte da sua novela.
                Vem comigo para viver o doce que a vida trás. Repito: favor, não comparecer amargo.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Warner, cadê meus Friends?


Talvez isso não interesse a muitos de vocês (ou aos poucos que ainda passam por aqui). Mas a Warner parou de passar Friends de madrugada. Geralmente, era de meia-noite à uma hora. Ela simplesmente... parou! Eu que me preparava toda para que meia-noite em ponto estivesse em frente à televisão escutando as palminhas da melhor abertura de todos os tempos.
                Mas, não. Ela simplesmente... Cortou! Cancelou! Sem avisar nem nada! Não curti, não mesmo. E nós, fãs incontestáveis do Central Perk, que planejávamos tudo de acordo com os horários da série: 13 hrs, 18hrs e meia-noite (com alguma modificações de horários em dias específicos), como ficamos? E que, quando dormíamos cedo demais, ainda torcíamos para acordar 5:30 e pegar mais uma pontinha do episódio? Ou que, em caso de insônia, ficavam acordados até o mesmo horário? Que sempre nos adequamos aos seus horários e nunca reclamamos? Só agradecíamos de passar!
                Mas assim, também, estão as pessoas. Paralelo ao mundo globalizado que nos conecta cada vez mais, andamos cada vez mais sozinhos. Ninguém mais pode contar com os outros, só consigo mesmo e olhe lá. Até em auto-sabotagem já ouvi falar. Cadê o respeito? Cadê a cumplicidade?
                Os laços estão cada vez mais frouxos. Ninguém mais conversa sobre a própria vida e está tudo corrido demais. Horas nas redes sociais é o nosso meio para descobrir como antigos grandes amigos estão agora. Onde estão morando? Nossa... Namorando? E acontece tudo na velocidade da luz. De irmãos separados na maternidade a conhecidos. Isso em pouquíssimos dias. Sem aviso prévio.
                Isso acontece muito comigo, que me mudo um pouco mais do que frequentemente. Quisera eu saber conservar todos os amigos que já tive. A gente lembra o que passou, mas talvez seja mais difícil lembrar o que passou pela gente. Nem sempre a minha vontade de conservar alguém seja a mesma vontade que alguém tem de me conservar. Talvez praticando o desapego, deixaram-me passar quando eu quis deixar uma parte minha para trás. Mas não se engane: eu deixei. E fui atropelada.
                E aquela música que era a sua cara, mas não tive tempo de lhe mostrar? Se soubesse que aquela era a última vez que nos veríamos, teria lhe dito o quanto foi importante para mim enquanto estivemos por perto um do outro; e o quanto seria importante que continuássemos grudados, mesmo que separados. Diria a você que, quando começar o ano e não tivermos tempo para ficar horas conversando pela internet ou telefone, que me mandasse sempre notícias, que se lembrasse de mim. Pediria para levar um pedaço do seu coração comigo – mas não se preocupe, pois um pedaço do meu vai estar substituindo o que eu peguei do seu. Finalmente, lhe diria que, mesmo afastados, me ligasse só em caso de você precisar de ajuda.
                O que eu não sabia era que você me superaria tão rápido. O que se supera é fim de relacionamento. Mas amizade não deveria ter fim. E você fez isso sem nem deixar bilhete.
                Você foi o meu seriado favorito que deixou de passar. 

Maldito Conselho


O pior conselho que alguém pode dar é: “seja você mesmo” – Ouvi isso em algum lugar e concordo plenamente. Quer dizer, ninguém é perfeito! Nós somos confusos. Ou de mais ou de menos. Ou falamos muito, ou nunca abrimos a boca; ou fazemos ou esperamos acontecer.
                A gente solta aos sete ventos que “só me arrependo do que não faço”, mas vai dizer que, quando você faz, não dá um friozinho na barriga? Vai dizer que você nunca pensou, nem que seja por um segundo, como teria sido se tivesse se contido? E quando você não faz... Como teria sido se houvesse feito? O se é, de fato, a dúvida mais cruel que a gente pode ter.
                Voltando ao conselho... Quando bate o conformismo de nos expormos ao mundo com todos os nossos defeitos, a culpa vai ser sempre do outro. Culpa dele que não me aceitou com meus detalhes. Se ninguém é perfeito, por que logo eu haveria de ser? Fui certa e corajosa ao te mostrar todo esse lixo que tem dentro de mim; imaturo foi você, que não soube aceitar.
                Aí a gente vai culpando aos pais, aos amigos, aos namorados e às namoradas da vida. Então, teimamos em dizer que é culpa do nosso jeito. E se alguém resolve querer mudar quem você é... Sai pra lá, não merece minha confiança. Se eu sou rebelde, culpa do mundo que tá o caos que tá. Se eu sou calada, culpa de vocês que não me respeitam; já se sou impulsiva e faço tudo sem pensar, culpa de quem colocou na minha cabeça que o mundo é de quem faz. Mas que diabos você tá fazendo?
                Tenha uma certeza: você pode. Você pode ser melhor, você pode mudar o que não lhe apetece em si mesmo. Você pode ser hoje, ser amanhã, ser qualquer dia. Você pode ser muito mais do que sempre quis. Então, pense em ser muito mais além do que você é. Aprenda consigo mesmo, seja o professor e o aluno. Você tem que ser fruto da própria evolução. Não se acomode com o jeito que tem... Maldita mania de resolver ser você mesmo toda hora.         

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Acorrentados


O tempo passa rápido demais. E nós tanto hesitamos por fazer o que faria nosso coração pulsar. Talvez por medo de, no futuro, machucá-lo; talvez por medo de arrepender-se; quem sabe, até por preguiça?
                Talvez já por estarmos cansados de ouvir o mesmo discurso garanta-o-seu-futuro de sempre, nem chegamos a sentir que tem algo dentro de nós que quer mais; que merece mais. Às vezes, nem lembramos que tem alguma coisa dentro de nós.
                O mundo todo faz a gente acreditar que é livre. Ironicamente, é “anormal” quem não faz o que todo mundo faz: escola, faculdade, trabalho e não se esqueça de casar-se! Antes mesmo de pensar que somos livres, já estamos acorrentados aos pensamentos mundanos. Correntes que, completamente imaginárias, são capazes de manter-nos afastados dos nossos próprios sonhos. “Seria loucura! Seria bom de mais...” E justamente pelo fato de ser bom de mais, é que já julgamos impossível.
                Que atire a primeira pedra quem nunca saiu de um filme querendo ser a protagonista, só para viver a mesma história linda que ela “viveu”. Quem sabe fosse possível, se tentássemos? Quem sabe, se nos permitíssemos ouvir o que o coração sussurra, de vez em quando... Se ousássemos um pouquinho mais? Quem sabe, assim, ganharíamos o mundo... Quem sabe?

quinta-feira, 20 de outubro de 2011





 "As pessoas muito me perguntam por que sorrio tanto. Talvez ficassem ainda mais confusas se soubessem o que acontece por trás do que pouco sabem sobre mim.
Mas, justamente por ser o próprio sorriso, meu único motivo para sorrir, não quero perdê-lo"

sábado, 23 de julho de 2011

Teatro da Vida



A melhor escola de teatro do mundo é a vida. A gente aprende na marra mesmo, quem está e quem não está atuando. O mais engraçado é que, mesmo trabalhando mal, continuam agindo como se nada estivesse acontecendo. Como se o coração dos outros fosse um palco, e pisam nele sem intenção nenhuma de fechar a cortina.

Eu nem sei por que as pessoas são assim. Talvez por desespero, por fraqueza de tentar mudar o mundinho delas. De repente, por maldade mesmo – mas acho improvável. Até pode ser que pela ânsia de viver várias vidas, os próprios protagonistas acreditam nas mentiras – como se fossem novelas diferentes... Paro por aqui com as minhas hipóteses “semi-entendíveis” e falo sobre o que eu sei de verdade, e tenho certeza:

Dói. Muito. Ver que seu coração serve como um palco sem cortinas. Que pisam nele como se estivessem voando. Isso sem nem hesitar. Sem nem consultar a consciência. Dói quando sabemos quem está por trás da máscara, mas não podemos contar a ninguém só para poder mostrar à platéia um personagem perfeito. Mas nada real. Platéia que provavelmente vai esquecer-se de tudo na manhã seguinte. Mas tudo que importa são as críticas dos jornais, não é? Agradar a platéia, é claro, também é essencial.

Pena que as vezes os “atores da vida” esquecem que, quando as cortinas finalmente fecharem, a platéia vai ter ido embora. E talvez quem os ama de verdade possa ter cansado de esperar, e ir embora também.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Dois Eles

Era impossível conversar com alguém assim. Até pensava em doença, daquelas psicológicas agravadas pelo caos do mundo. A fome de viver talvez o tivesse feito matar. Não com armas de fogo nem com sangue, mas com alma. A ânsia de ter duas vidas que coexistiam completamente paralelas o fez esquecer que ninguém pode ter tudo o que quer. Muito menos duas vidas que, supostamente, nunca se encontrariam.
                Talvez naquela época ainda não se lesse a “Sorte de Hoje”, então ele nunca ouvira falar em “Se não quiser que ninguém saiba, não faça”. E o fez. Sua consciência não impedia nada. Ele continuou assim. Em dois mares de vida... Mal sabia que os mares passariam por um período de muito frio, que os congelaria. E nenhum peixe sobreviveria.
Foi um erro bobo. Mas ele mesmo – talvez com a ajuda do destino, que não deixa barato a quem mente – entregou-se a confusão. Não só no momento em que resolveu concretizá-la, mas também quando deixou a prova a mercê da vida número um. Corações congelaram dentro do mar. Urubus voavam para comer os restos das almas que por ali vagavam. Mas passavam reto. Era uma sujeira que esses animais não conseguiam tirar do ambiente. E ali permaneceu, empilhando e criando um lixão (de sentimentos) que contaminava tudo perto: da água às cores. O céu tornou-se preto e cinza com a nevasca que chegara.
Do outro lado, ele atendia por outro nome. Na vida número dois era outra pessoa. A própria vida era bem mais fácil: nela só era conhecidos os sorrisos e gargalhadas. Lágrimas e discussões não tinham vez. Era incompleta, falsa. Ilusória. E por isso mesmo, vida era um termo errado para o que existia por ali.
Como uma profecia, só ele – o dono das vidas – poderia descongelar os mares. Ressuscitar as almas que ainda restavam. E, quem sabe, até regenerá-las. A decisão não pertencia a mais ninguém. O preço que deveria pagar? Abriria mão, completamente, de uma das vidas. Aceitaria prós e contras. Ele deveria escolher entre o amor e o que ele achava que era amor.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Time do Bem

Ao som de:

(Meu protesto...)
Século XXI. Sempre foi assim? Quer dizer, pessoas “boas” sempre se dando mal, e não só isso: tudo mundo sabe que o pessoal do bem nem sempre se dá bem.
                Ninguém é perfeito nem completo. A capacidade do ser humano de doar-se a um sentimento maior e completarem uns aos outros já não existe mais. O que há é o medo da própria raça. Um canibalismo sentimental. O respeito entre as pessoas tornou-se perda de tempo. Olho por olho e dente por dente é uma ótima decisão. Vingança é indispensável; distância também.
                O preconceito já não é mais combatido com igualdade. Mas sim, cada vez com mais preconceito; divisões e definições. Se somos todos iguais, porque ainda existem termos para diferenciação? Ninguém é igual a ninguém. A supervalorização das diferenças nos deixa cada vez mais afastados uns dos outros.
                É muito mais fácil viver com todas as coisas mundanas que existem por aí. Colocar a culpa em qualquer desilusão e afogar-se em um copo de cerveja é fraqueza para a qual ninguém nasceu. Não existem desculpas. Se você chegou a algum lugar e não gosto é só voltar pelo caminho inverso – parar no bar do fim da estrada não vai ajudar muito. É fácil tropeçar na primeira pedra que há no caminho e lá ficar. Difícil mesmo é levantar-se e mostrar ao mudo – e a si mesmo – que você tem valor. E que sua vida também.
                Poucos de nós almejamos fazer parte do Time do Bem. Porque, é claro, “ser bonzinho nos dias de hoje não trás bons resultados”. Ajudar o próximo é burrice, obviamente, você se daria mal: “Vai em frente, dá a mão que já te roubam o braço inteiro”. Ou pior: podem descobrir que você ajudou alguém! Imagine? Todos seus amigos super descolados nunca mais te chamariam para sair e fazer besteiras em plena quinta-feira se soubessem de um absurdo desses... Sua imagem ficaria des-tru-i-da.
                E tantas coisas horríveis que passam nos jornais, todos os dias, é fruto do caos que se encontra nossa sociedade. Caos que todos os dias é criticado por todos nós, que tantas vezes culpamos a Deus por tanta coisa errada. Somos incapazes de olhar nosso próprio umbigo e aceitar que a culpa... É toda nossa.
                Se sempre foi assim, não sei. Eu quero fazer parte do Time do Bem. Eu quero ter orgulho de ajudar e ter um coração. Eu vou me esforçar para fazer sempre o certo seja lá qual for a opinião da sociedade. Eu vou correr atrás. Eu quero sempre melhorar. Eu sei que tudo vai dar certo. Como eu sei disso? É porque eu amo. E o amor é maior do que tudo e todos. E como eu tenho certeza de que todas as vezes que eu cair, levantarei? É porque eu tenho a Deus. Todos nós O temos, mas nem todos conseguimos enxergar. E quando meus olhos se fecharem, eu sei que tem muita gente que vai abri-los para mim outra vez. E eu tenho orgulho de contar que me Time do Bem é grande e está crescendo cada vez mais.

sábado, 9 de julho de 2011

A Outra Parte


(sobre mudanças...)
Por um instante, desejou que nada daquilo tivesse acontecido e que o momento que proporcionou um giro em sua vida não passasse de um sonho. Um sonho muito bom. Daqueles que fazem a gente se perguntar “porque não podia ser verdade?”. Mas os sonhos não acabam porque não existem. E tudo que é real... Ah! Agradeça se durar alguns segundos. Principalmente no século XXI, que a vingança não vem a cavalo e nem é um prato que se come frio. Aquelas tantas obras do futurismo tornaram-se lentas.
Conselhos e explicações ou quaisquer outras palavras enchiam sua cabeça prestes a explodir. Dois ouvidos eram poucos para captar tantos comentários. As palavras todas se misturavam em seja lá qual parte do cérebro isso acontece. E mais nada fazia sentido. Sua cabeça girava, vagando entre o certo e o real. Ou talvez o real e o certo fossem a mesma coisa. Ou nem se quer existiam. Ou... Milhões de especulações. As poucas palavras que tentava jogar ao vento saiam em sílabas mal feitas que tentavam passar, com muita dificuldade, alguma explicação para si mesma.
Mas o pior era entender todas as versões (ou pensar que entendia). Tanta compreensão a deixava de mãos e pés atados. E por mais que tentasse fazer qualquer coisa, ela mesma, sempre tão perfeccionista, já encontrava os sete erros da vez. Buscava incessantemente qualquer resposta que acalmasse seu coração. Mas parecia em vão.
Já estava desconfiando que, talvez, fosse assim mesmo. As melhores coisas vinham e iam. E que aquele primeiro passo para mudar o mundo não fosse, de fato, mudar alguma coisa. Mas tentar mudar. E num só tiro, atingiu dois alvos: aprendeu, também, que sua hora nem sempre é a hora certa para mudar alguma coisa.
Finalmente, chegou a conclusão que o melhor mesmo era dizer “adeus”. Talvez aos pouquinhos e talvez não completamente. E manteve-se obrigada a aceitar que não ia poder fazer mais nada para si, mas talvez para os outros estivesse fazendo um favor.
Mas uma parte de si nunca ia entender.
A outra parte pensava que algum dia entenderia. Estava feliz porque havia acontecido e mudado tudo dentro de si. Essa mesma outra parte aceitava tão tranquilamente as mudanças que não se notava nenhuma diferença nas batidas do seu coração. A outra parte seguiu em frente e criou uma alma nova. E deixou a primeira para trás. A outra parte era maior e crescia cada vez mais. E estava sempre pronta para a próxima fase e o chefão não tinha chances. A outra parte sabia que o eterno não pertencia a este mundo, mas um dia pertenceria a ela.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Banquete para a alma

                Mais do que encher a própria barriga, é necessário, às vezes, alimentar a alma. Vantagens? É de graça e... Bem, não precisa ir ao super mercado! Desvantagem? Pode ser difícill.
                Os ingredientes são variados e as receitas, infinitas: talvez esse seja o maior problema. Uma mesa é posta com belos pratos e qualquer um pode escolher o que quiser (quantas vezes quiser). O final da mesa perde-se no horizonte. É só aproximar-se e abocanhar qualquer coisa.
                Não estamos acostumados a ter tanta liberdade e buscamos limites. Acredito que seja costume do ser humano caçar barreiras. E com tanto posto a nossa frente podemos desviar-nos dos caminhos que seguiríamos ou perder limites que costumávamos respeitar. E cada um se responsabiliza pela sua escolha.
                Amor, esperança, fé (muita fé!), solidariedade... Ou, por outro lado: ódio, inveja, descrença, desavenças. E quando cultivado o sentimento, o portador deve responsabilizar-se por quaisquer danos causados futuramente. Não, nem pense em culpar a Deus, ao mundo, a sociedade, ao colega... Quem tirou da mesa foi – tcharam! –você.
                E a famosa Vingança – que muitas vezes quer ser uma “resposta” a qualquer um que tenha sido ofendido – começa com V. O mesmo V que escreve Veneno. Mas ao contrário do que tanto se pensa, é veneno para a alma de quem pratica e raramente para a de quem sofre. Se esta, obviamente, tiver amor.
                Aliás, quanto ao amor... Seria ele o sal de fruta?

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Stop!

             
   Porque há o direito ao grito,
então eu grito”
Clarice Lispector

Cá estou eu. Depois de um longo tempo sem aparecer por aqui (desculpem-me por isso, devo explicações) passei horas da noite – que, aliás, oscila entre ser uma bela companheira ou uma tempestade sobre nossas cabeças – tentando passar qualquer coisa para o “papel”.
Mas um branco invade completamente minha mente. Meus pensamentos voam longe – se perdem por aí – e ousam nem voltar para mim. Incômodo.
Eu preciso gritar! Mas minha boca está atada e o som não sai. Eu preciso que o mundo inteiro ouça, mas eles não vão ouvir! Todos ocupados demais com seus ternos e suas pastas, batendo os ombros na calçada estreita e saturada. Seus celulares não param de tocar... Parecem robôs: todos iguais. Enquanto isso, as crianças puxam a barra da roupa – querem colo. Mas o trabalho, claro, é o que vai garantir o futuro delas! Boas escolas, bons profissionais. Corretíssimo. Afinal, tempo é dinheiro. E, hoje, o tempo anda rápido demais.
Que futuro? Sentimentos pisados, massacrados. Di-me quem cresceria saudável para lutar por um futuro brilhante em meio ao mar de pés que não param de amassar o chão?
Que dinheiro compra um sorriso? Um amor, um paraíso?
Não estou me candidatando a nenhum tipo de gente que é a favor do “joguem seu dinheiro fora e vamos viver de amor”, nada disso. Resolvi apenas pensar um pouco no início e não no fim. Esse meu costume de ler revistas de trás pra frente – pasmem! – não poder ser aplicado na nossa vida real.
Proponho esquecermos um pouco os relógios, o trabalho, as rotinas... Os problemas, principalmente (gostaria de ter escrito isso mais cedo para poder propor, também, olharmos para o eclipse lunar) e vamos abraçar e sorrir. Um momento ínfimo, um abraço infinito. Alguns segundos de paz. A paz, lembra? Aquela que anseia por tantos nomes e você, muitas vezes, nem dá ouvidos. Vamos esquecer os relógios e guiar nossas rotinas com o coração. Até que é um “órgão sábio” na maioria das vezes que o cérebro não é capaz de tomar decisões sozinho. Deixe-o falar também. Ele pode ter muito a dizer.


( Já não quero "parar o mundo para poder descer". Quero mudá-lo. Não completamente porque, obviamente, sou pequena demais. Mas desejo, como todas as minhas forçar, poder ajudar alguém, escutar alguém...)

sábado, 7 de maio de 2011

Sexta-feira pouco louca


                A madrugada adentra o céu e eu vou madrugada a dentro. Sexta-feira pela noite me parece quase impossível dormir. Quer dizer, amanhã é sábado! Na verdade, era. Porque se todos os dias que você comparece às aulas terminam em “feira”, vestibulando tem sábado-feira e domingo-feira também!
                Mesmo assim, ainda me parecem duas substâncias que não se misturam: sexta-feira e dormir. Ou, se fossem corpos, um problema de física: “dois corpos não ocupam o mesmo lugar”. Poderia até transformar em matemática: o ponto “dormir” não pertence à reta “sexta-feira”.  Veja bem: a um mês de uma prova que até tem alguma importância, você estuda – até mesmo sem perceber – 24 horas por dia. E o único dia que passa pela sua cabeça é a data da maldita.
                Mas, se você quiser saber como eu estou: estou bem, obrigada. Até gosto disso de estudar; saber das coisas me interessa muito. Quer dizer, como a Revolução Francesa pôde influenciar as Independências na América?
                E o beija-flor? Você sabia que os pássaros armazenam pouquíssima energia, e que o beija-flor, em especial, se resolver, no meio da noite, mudar de lugar, pode não ter energia suficiente para buscar alimento na manhã seguinte?
                Que me perdoem os ociosos de plantão, mas estudar é legal.
                Mas que me perdoem também os estudiosos de plantão: sexta-feira à noite simplesmente não dá.
                É questão de dignidade: sexta-feira é dia de festa.
                A menos que todos os seus amigos – ou grande parte deles – também sejam vestibulandos. E, ao contrário de você, ou estão estudando demais, ou estão cansados demais. E te deixam sozinha.
                Não que isso seja um problema, é claro. Afinal, é justamente nesse dia que as coisas acontecem! Im-pos-sí-vel uma sexta-feira à noite passar em branco. A não ser que você seja eu. Tenho observado, nos últimos dias, que nada tem hora para acontecer. E mais: quem faz acontecer sou eu mesma. Concluí, também, que surpresas não são recorrentes, e se alguém te fizer alguma, você tem muita sorte – ou amigos muito bons (e não: muitos amigos bons) E que tanto faz o dia e o horário - contradizendo o que disse anteriormente sobre fazer acontecer: vai ser quando você menos esperar.
                Então, a que se resume a sexta-feira à noite?
                Aos cliques da “Paciência” que tem no seu computador e ao Johnnie. Walker.

domingo, 3 de abril de 2011

Diante de um Adeus

               Caro leitor, venho por meio de esta apresentar-lhe uma história um tanto quanto comum em toda vida regida nesse planeta. A cada um cabe escolher entre gostar de deixar qualquer coisa para trás só pela tentação de conhecer o novo ou preferir mesmo continuar estático e a mercê do que já conhecemos sem anseio algum de seguir adiante. É deveras cruel para alguns ter que aceitar a primeira opção. Mas dentre tantas dúvidas, uma certeza ouso ter: é preciso saber lidar com mudanças, principalmente aquelas que afastam de você algo que queremos sempre por perto.
                Era como deixar uma parte de seu coração para trás. Doía mais do que levar uns pontos no joelho ou bater o dedo mindinho na quina da cama. A saudade já lhe eternizava no coração tudo aquilo que não queria esquecer. Tantas risadas, aprendizados e agora... sozinha? Estava cansada de tentar voltar ao passado, que, como o próprio nome diz, já passou. Talvez entender não fosse seu forte, mas havia já cansado de lutar contra a maré.
                No entanto, é preciso desfazer-se de algumas coisas para que novas venham ao nosso alcance. Sempre olhar em frente é bom, afinal, ninguém nem nada vai parar com você ou por você. É necessário saber andar sozinha. A única pessoa que vai sempre estar ao seu lado é você mesma (e, por favor, sempre esteja).
                A pesar de saber tudo isso e até mesmo de estar conformada... A imagem não lhe saía da cabeça. Atrás, no horizonte, as figuras ficavam embaçadas a medida que o carro se afastava na estrada. Uma lágrima ousou abrir caminho para um mar delas. Pensava apenas em como suportaria a dor de ter que abandonar o presente e torná-lo passado... Não é tão fácil largar uma das coisas que mais lhe fazia bem (e que nem tanto tempo teve para desfrutar).
                A imagem de tudo que havia mudado completamente sua vida desaparecia. Talvez, nada mais poderia ser aproveitado daqueles tantos discursos. Talvez, também, era hora de partir... Conhecer o novo e ensinar o velho.
                O tempo parecia ser o remédio que acalmava seu coração. Mas, na verdade, não era: ela, finalmente, percebeu. Era hora de mudar. Outra vez. Não poderia ser tão difícil, afinal, quantas vezes havia deixado para trás tudo que em torno dela guiava cada um de seus passos? E quantas vezes, também, já havia se recuperado de tantos baques sofridos?
                A imagem, então, tornou-se clara. Entendível? Isso, jamais seria.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Além do que se vê

                O que mais faria bem? Estava decidida a mudar, mas nada lhe ocorria para que pudesse sentir alegria – que há tanto tempo não batia á sua porta. Tentava de tudo para olhar no espelho e ver, refletido, algo mais bonitinho: dietas malucas, roupas, cortes de cabelo, maquiagens... Tudo novo. Nada adiantava. Não existia mais nada que ela pudesse transformar. Nada lhe agradava.
                A luta interna que traçava entre o querer ser e o sê-lo a atormentava além das aparências. Maldita vergonha não dava espaço a pequena dose de coragem que lhe era necessária para fazer o que queria. A face avermelhada se exibia a qualquer olho que virasse em sua direção. Palavras mal saiam da boca: ”O que os outros iriam pensar?” – não poderia correr o risco de cometer alguma gafe social ou qualquer coisa do gênero: era melhor ficar calada. Mas os absurdos deste mundo ocupavam sua mente e ela não mais agüentava tanto daquilo. Ações e diálogos beirando o estúpido, corações seguindo caminhos sem sentido. Mentiras descaradas e traições. Aguentando tudo calada.
                Mas um dia, a gente explode. Pensamentos transformados em palavras tinham que ser ditos. Quem estava em volta precisava conhecê-la e ver quem era de verdade. A opinião de cada um não a incomodava mais, porque quem é amigo de verdade não se importaria com o que diria. E que não é amigo...Bem, quem não é amigo não precisa ter opinião. Não era mais justo ter tanta gente em volta e privá-los das idéias de mais alguém que os acompanhava há tempos. O pior mesmo é ter tanto a dizer e calar-se diante do covarde que amedronta. É necessário preencher o mundo com o novo, o inédito. Fascinar os donos de opiniões divergentes e ser fascinado também. Permita mostrar-se a quem deseja ver, e permita-se ver o que quer ser mostrado.
                Mas nunca, nunca se cale. Dê o direito ao seu coração de chorar e sorrir nas horas em que a emoção tomar conta. Permita ser merecedor da palavra. Admire o que pensa e quem é. Haverá uma hora que as mentiras que sustentam a imagem não serão tão fáceis de serem mantidas. Portanto, seja o que, de fato, consegue ser. E mostre para os quatro cantos do mundo quem você é. E seja.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Dialogando com a coragem

                Geeeeente, desculpem não estar tão freqüente aqui, mas o tempo tá meio curto nesses seis meses até o vestibular, então não tá dando pra fazer muita coisa por aqui :S
                O texto de hoje é meio viajado porque filosofia, redação, portugues e literatura no mesmo dia te deixa meio away mesmo. É uma segunda versão do texto anterior (que, por sianl, também e viajado... aliás, tudo é meio viajado e...)

                Deparava-me, mais uma vez, com aquelas situações as quais é necessário pensar, refletir. Os atos ou palavras não saem mais naturalmente como o “Bom dia” que se dá ao acordar. Se o objetivo é seguir em frente, não há outra opção além de acreditar – e juntar toda a força que vem de si para reuni-la em ações (ou reuni-las para frear as ações, tanto faz).
                Então, todo esse conjunto que leva a agir (ou frear) é a coragem.

                “Só isso? É só isso que eu sou?“              

                Segundo o dicionário: coragem-: co.ra.gem1  sf (fr ant corage) 1 Força ou energia moral ante o perigo; ânimo, bravura, denodo, firmeza, intrepidez, ousadia. 2 Constância, perseverança: Sofrer com coragem. 3 Desembaraço, franqueza, resolução. Antôn: covardia, medo.

                “E? Eu não me contento com essa definição saturada de palavras, não sou apenas usada diante um desafio; não me conhece, verdadeiramente, quem não repara em minhas letras: cor – coração; agem – agir.
                Eu faço (aquele que escuta o coração) vibrar com cada escolha certa e permanecer na que os outros julgam errada. Sou a persistência no incerto. Explicito de onde vem toda a força que move as escolhas. Eu crio o paradoxo entre a certa-razão e a necessária-emoção. Eu mudo sentidos e vou muito mais além de justificativas”

                Já percebia que a tal coragem não aparece apenas em tempos difíceis. Ela está ali, sempre que agimos com certeza. Quando temos dúvidas que rodeiam nosso coração, é através dele que agimos. Chorar, rir, abraçar, falar, sentir. Tudo que se faz, cada passo que se dá: ela está presente.
                O covarde “vive”. Respira o ar que nos envolve e está ali. É uma massa. Mas não constrói do jeito que quer ou não, nem fixa ao que lhe cerca. É necessário coragem para mudar e para permanecer. Só há ausência de coragem na presença da indiferença, quando não se importa entre o mudar ou permanecer, quando não se é e não quer-se ser.
                Tudo que se faça, então, seja feito com coragem.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

I Coríntios 16: 14 "Todas as vossas coisas sejam feitas com amor"

                Coragem é uma das palavras mais bonitas do vocabulário brasileiro. Segundo o dicionário é “s.f. Força ou energia moral que leva a afrontar os perigos; valor; destemor, ânimo, intrepidez, bravura, denodo: lutar com coragem.”
                Mas o que pouca gente sabe é: cor: coração; Agem: agir. Portanto, “agir com o coração”.
                A palavra torna-se mais clara. Fica explícita a força que nos leva a agir. E é a coisa mais linda do mundo. É necessário sempre ouvir ao coração para saber a necessidade que se tem.
                 A razão se constrói a partir do mundano, daquilo que se vive. Mas o coração, não. Ele é puro. Pouco importa-se com o que “está na moda”, com as razões humanas.
                A força que brota de nós é mais forte que qualquer opinião externa. Sobre o que se quer, a pesar de muitos contrariarem ou nem se quer entenderem, mesmo assim conseguires sustentar a idéia, é com coragem que estás a agir.
                O coração é atemporal. Sente através de razões que não nos são claras; no entanto, constitui um verdadeiro paradoxo: as razões são cristalinas também. Racionalmente, pouco se entende. Mas sabemos que faz sentido.
                Portanto, vá em frente. Sem medo de ser feliz, sem medo que os outros falem. Não há julgamento certo para as coisas feitas pelo coração.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A borra de café

                (...) Eu cheguei ao café e haviam algumas pessoas aglomeradas ao redor de uma das mesas. Cheguei perto, para ver o que estava acontecendo: uma mulher com um batom vermelho forte, um tecido roxo na cabeça, um vestido de manga comprida e jóias (aparentemente não muito verdadeiras) combinando.
                -O que ela está fazendo?
                -Lendo borras de café – me responde qualquer pessoa no meio da multidão.
                Prevendo o futuro? Ela deve ganhar rios de dinheiro assim. Ninguém mais acredita na própria capacidade de realizar as coisas. É tão simples ver um monte de manchas na sua xícara e... prontinho! Seu futuro tá feito.
                Mas não importa. Rendo-me aos encantos de saber o que será o futuro e entro na fila. As pessoas saem impressionadas de lá com uma caixinha na mão, olhando o que tem dentro. A curiosidade toma conta de mim e preciso saber o que acontece... o que acontecerá no meu futuro.
                Chegou minha vez: apresento-me e entrego minha xícara de café.
                - Hum...É...Uau!... – a senhora me deixa cada vez mais curiosa – Bem...Minha jovem...Como você gostaria de ver seu futuro?
                -Como assim? – já quero meu dinheiro de volta. Ela tem que me responder essa pergunta!
                -Como você se vê daqui alguns anos? Seu futuro, como você o quer?
                Já não entendo mais nada. Paguei para... nada!
                - É... Daqui a alguns anos, eu não sei! Mas agora, eu vejo que você não está vendo futuro nenhum na borra do meu café!
                -Estou sim! – a moça fala com certeza, e parece tão calma... Eu a olho desconfiada  – Vejo um monte de páginas em branco. Todinhas prontas para serem recheadas com aventuras que você mesma escreverá. E... aliás, você é a protagonista. Mas eu acho que você já percebeu isso...
                Meu queixo cai. Fico sem palavras.
                A moça continua me surpreendendo, sinto-me mal de tê-la julgado de tão má forma. Ela é... Impressionante!
                Ela me alcança uma caixinha, como para todas as outras pessoas:
                - Abra-a. Mas não mostre a ninguém.
                Abro a caixa. Tem um bilhete dentro:

“Você não está sozinho, Ele está contigo. Faça sua parte sempre, mas Deus tem um plano enorme para você. E você nem imagina... Quem escreve sua história é quem você vê dentro desta caixinha. Mas quem cuida dos detalhes é o Cara lá de cima. E, acredite em mim,ele sabe o que faz. Eu tenho certeza. Experiência própria, sabe como é...”

                Olho para o fundo da caixinha para ver “Quem escreve sua história é quem você vê aí...” e surpreendo-me com um espelho. Um espelho. Eu escrevo a minha história... Eu...

                No outro dia, uma manchete no jornal chama minha atenção: “Uma moça emociona diversas pessoas em uma cafeteria. Leia nas próximas páginas a lição de vida que a moça deu aos presentes. E que talvez você aproveite agora” (...)

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Sem "fake smiles", por favor

E aí, galerê?
                Hoje eu estava lá na missa, e o padre falava de como não adianta você dizer que sua vida está ruim, e que como você espera resultados diferentes fazendo tudo sempre igual? Mas ele também falou que é admirável ver aquelas pessoas sempre sorrindo, mesmo quando existem algumas turbulências na vida. (ps: é muito legal a missa lá do CMB, aconselho a irem)

                Então me lembrei daquela frase que vive circulando no Twitter, Orkut e mais mil lugares, que é mais ou menos: “Sempre sorria. Você não precisa transmitir o que acontece no seu coração” ou “Se cada pessoa que olhasse meu sorriso realmente soubesse como eu estou me sentindo, choraria comigo” ou qualquer outra coisa assim, vocês entenderam. Beleza, coloca um sorriso no rosto e finge que tá tudo bem. Desculpa, mas, aí sim não vai ficar nada bem.
                Não adianta n-a-d-a sorrir e pronto. Eu não vou sorrir se não quero sorrir. Não vou mesmo! Se as coisas não estão do jeito que eu quero, eu não vou colocar um sorriso na cara tirado não sei da onde e esperar que outra pessoa que não tenha nada a ver com o assunto que me incomoda tomar alguma providência. Eu vou é buscar meu sorriso achando soluções para o meu problema. Não sei para vocês, mas faz mais sentido para mim, buscar uma saída do que fazer um “u” no meio da cara, não é?
                Um sorriso que é uma mentira não é um... sorriso, é? Por favor, é deprimente ter pena de si mesmo. Se a cada buraco que você cair na vida, enfiar um sorriso na cara e engavetar o problema, vai chegar uma hora em que a gaveta vai estar cheia, e aí eu quero ver quem é que vai agüentar um sorriso na cara sem derramar nenhuma lágrima.
É que nem uma mentira: vai virando uma bola de linha de tricô (rá, achou que ia ser de neve, né?), cada vez maior, aí ninguém mais sabe onde é o início da linha, consequentemente, não sabe por onde começar a desembaraçar o nó. Aconselho-te a resolver o problema de uma vez, porque se deixar para depois... aí você já sabe o que acontece.
                Quem está sempre com a mesma cara e não tem emoção é robô, e ninguém é obrigado a sorrir se não está em paz. Procure a paz e queria sorrir, em vez de obrigar-se a fazê-lo.

“É preciso amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso chuva para florir”

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Y a ti? Te encanta tu vida?

No entiendo porqué a las personas les gusta ser quién no son en verdad!  No puedo lograr entender porqué a muchos les gusta más la vida del vecino. Cuál es el objetivo de codiciar la vida de otra persona que no la tuya?
Es que si vamos parar y pensar, podemos hacer de nuestras propias vidas, lo que queremos. No es necesario ansiar la vida de otra persona! Haga de la tuya lo que realmente deseas.
La perseverancia es mucho más importante do que la suerte para que logremos hacer lo que deseamos. La suerte, dicen muchos, es apenas lo que nos resta del esfuerzo.
Entonces, hago un desafío a todos que quieren algo que todavía no tienen: que tal pasar más tiempo imaginando, construyendo y realizando sueños en vez de apenas perder tiempo imaginando cómo sería si tú fueras otro alguien? Crea que puedes ser quién quieres ser. Pare de perder tiempo y empecen a vivir la vida de otras maneras. Todos somos libres. Lo único que nos mantiene encadenados es nuestro propio miedo de salir de lo común. Pero sólo llegan donde quieren, aquellos que se arriesgan.
Lo “no” está garantizado si no lo intentas.
(Tradução meia boca feita em plena madrugada… Não me culpem! Hahaha)
Não entendo porque as pessoas gostam de ser quem não são de verdade. Não consigo entender porque muitos preferem a vida do vezinho. Qual é o objetivo de cobiçar a vida de outra pessoa que não a sua própria?
Se formos parar para pensar, podemos fazer das nossas vidas, o que queremos.
Não é necessário almejar a vida de outra pessoa! Faça da sua o que realmente desejas.
A perseverança é muito mais importante que a sorte para que consigamos fazer o que desejamos. A sorte, dizem muitos, é apenas o que resta do esforço.
Então, faço um desafio a todos que querem algo que ainda não tem: que tal passar mais tempo imaginando, construindo e realizando sonhos, em vez de apenas perder tempo imaginando como seria se fosse outro alguém? Acredite que você pode ser quem quiser. Pare de perder tempo e comece a viver a vida de outras maneiras. Todos somos livres. A única coisa que nos mantém acorrentados é nosso próprio medo de sair do comum. Mas só chegam onde querem, aqueles que arriscam. O “não” tá garantido se você nem tentar.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A cada escolha, uma renúncia

As escolhas são difíceis para vocês?
Para mim, elas são quase uma tortura. Muita gente vai dar opinião, e, estando diante duas ou três opções, é fácil desistir e ser influenciado (a) pela opinião dos outros. Para escolher, é necessário abrir mão de algo que você gosta: se você pensou em aderir tal opção, ela te agrada. Mas, se existe outra melhor, você vai ter que desistir da primeira.
E, pessoalmente, eu não gosto de desistir. Não gosto da idéia de me desfazer de algo que me agrada, ou que já me agradou. Eu gosto das lembranças concretas, pertinho de mim.
Mas é inevitável. Em algum momento, seja qual for, você vai ter que escolher e vai ter que abrir mão do que você gosta, ou já gostou.
E, nessa hora, é preciso estar preparado (a) para ouvir tudo: de apoio a críticas. Acredite que, se não estiver preparado, a situação será mais difícil, mas será necessário amadurecer, para, finalmente, decidir-se.
O único... probleminha é saber diferenciar o que a gente quer, do que achamos que queremos. Não é tão fácil saber, de fato, o que nos faz bem. Muitas vezes, não depende só da gente. Tudo externo, conta: muda nosso pensamento. É inevitável, tanto meio de comunicação nos faz volúveis a respeito de nossas próprias opiniões. O que eu quero hoje, nem sempre é o que eu vou querer amanhã. Aliás, o futuro é sempre uma incógnita, e raramente vai acontecer o que você quer... A não ser que você faça acontecer (aliás, minha política do momento é “fazer acontecer” as coisas que eu quero!)
Então, para escolher, pense se você tem vontade de fazer aquilo acontecer. Ou você quer de bandeja? Por que assim, ninguém chega a lugar nenhum! Então, pense esforçando-se pelo que você “quer”. Vale a pena esforçar-se pelo que faz seu coração vibrar, e seus olhos brilharem.
E, quando é chegada a hora – sim é um momento importante. E, até mesmo, grandioso. Escolhas pequenas podem mudar completamente a vida de qualquer um de nós – é preciso ter certeza. Talvez, não a certeza concreta. Porque, na verdade, ninguém sabe se vai dar certo, por mais perfeita que seja a opção selecionada. Mas é preciso ter certeza de que é aquilo que você quer tentar. Pensar no futuro sempre dá medo, pelo menos para mim. Mas é preciso pensar em como será superar tudo o que te assusta. – E, se no meio do caminho, a gente percebeu que fez a escolha “errada”? Ah... aí a gente começa tudo de novo!

domingo, 16 de janeiro de 2011

Saudade dói, dói.

Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.Martha Medeiros

Distância é uma injustiça. Por que temos que morar longe de quem gostamos?
Quem, como eu, mora em dois lugares a cada quatro anos (faça as contas: 16 anos, 8 lugares), entende: não é sentir falta de uma pessoa só. É sentir falta de várias. Várias pessoas, vários lugares.
Não é uma saudade que se resolve com uma passagem de avião. Não se resolve. Não tem telefonema, nem carta, nem nada, que una todo mundo que você quer ver junto outra vez.
Um dos meus maiores desejos é reunir todos os meus amigos (incluo aqui todos que já fizeram parte do meu dia-a-dia, e não apenas os que conservo até hoje) em um mesmo lugar, na mesma hora.
É tão difícil deixar um lugar de um jeito, e, depois de um ano, quando volto a visitá-lo, está tudo diferente. As vezes, parece que sou uma estranha lá, e já não conheço mais ninguém.
Protesto. Contra todas essas mudanças que acontecem enquanto nós estamos fora. Eu sei que estou sendo egoísta, mas... Deveria ser que nem emprestar: se te empresto alguma coisa, quero-a de volta intacta. Exatamente como a deixei.
Para ser bem dramática, é exatamente como emprestar: deixo meu coração , e quando vou buscar, ele está todo despedaçado ): hahahaha. Mas é assim, sim.
É muito mais fácil acompanhar as mudanças, e fazer parte delas, do que ter o choque do antes e depois.
É difícil enxergar e aceitar que todos os amigos que foram deixados para trás podem viver sem você. A saudade, muitas vezes, vai passando. E você se torna um tanto quanto insignificante para alguém que, antes, não imaginava viver sem você.
É uma forma bastante dolorosa para ver quem realmente é seu amigo: esses nunca vão deixar que você se torne realmente insignificante.
Mas estou convencida de que não existem muitas soluções para tal problema, então, me resta apenas aproveitar o agora. Conhecer diversas culturas, diversos pensamentos. Deixar um pedacinho de mim em cada lugar, e, em troca, levar vários pedacinhos de onde passo.
E quanto à saudade? Por favor, se descobrir, me conte qual é o remédio mais eficaz para essa dor que dói mais que bater o dedinho em qualquer quina ):

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Liberta-te

Liberta-te de ti mesmo. Joga fora tudo o que te faz mal.
Nos acomodamos a rotina, e acabamos nem parando para pensar se o que fazemos ainda faz sentido. Acabamos por deixar de fazer o que gostaríamos para continuar fazendo o que achamos que devemos fazer.   Mas, escolhas existem para serem feitas. Faça-as. Não opte pelo que é mais convencional, ou pelo que parece soar-te melhor. Opte pelo que realmente queres, escolha o que te deixa com “friozinho na barriga”, que te faça perder o sono, deixe que a adrenalina aja em teu corpo. Opte pelo novo, pelo inesperado, pelas surpresas.
Planeje-se sempre, mas não espere que ocorra tudo certo. Faça-o para saber das diversas possibilidades das quais poderás usufruir. Explore o que te chama atenção, o que desperta tua vista.
Crie novas possibilidades. Não espere, jamais, que o desconhecido venha até ti, procure-o, busque-o. Encontre-o. Construa tuas próprias pontes em direção ao que quiseres, seja dono do teu futuro.
Fuja, apenas, do “casa-trabalho-casa”. Acomoda-te, apenas, a não acomodar-te. Aviste as fronteiras que estão na tua frente, e ultrapasse-as. Crie teus próprios limites, e ultrapasse-os. Trace objetivos e vá sempre além deles. Busque sempre mais, muito mais. Seja melhor que ontem, e pior do que amanhã. Mas seja sempre quem eres de verdade. Quebre as barreiras.
Enxergue logo que os limites estão na tua cabeça. São linhas imaginárias, que dependem apenas de nós mesmos para rompermos. Pare de reclamar, e faça acontecer. Não é o meio que impõe os meus limites, e os seus?
Texto dedicado pra Yohanna :D

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

As coisas como são

Uma das tantas coisas que eu aprendi no ano passado, foi a aceitar tudo o que acontece comigo que não era da forma como eu esperava, ou como queria que fosse. Não tirei essa conclusão de um fato, apenas, que aconteceu, mas sim de muitos. Foi inacreditável como tudo se encaixou: consigo visualizar um quebra cabeças perfeito.
É assustador como tudo faz sentido. Então, tenha confiança. Confiança de que tudo vai se ajeitar, de que tudo vai acontecer na hora certa. Se não aconteceu, é porque não é hora. Tudo bem, eu sei que muita gente diz isso, mas eu não estou dizendo por dizer. Digo porque acredito. Comigo foi assim. Está sendo, na verdade. Porque ainda tem muitos quebra-cabeças incompletos por aqui.
Não quero dizer que, se você esperar sentado, vai conseguir o que quer. Longe disso. É necessário ir à luta, buscar com garra tudo que se almeja (a não ser que você seja amigo(a) do Harry Potter e acione o accio, mas acho que vocês não é k) "Se Maomé não vai a montanha, a montanha vai a Maomé" Desculpa, mas, ninguém é Maomé, e, na vida real, as montanhas não saem do lugar. Esforce-se. Arrisque-se.
Mas, se, depois de muito tentar, ainda não chegar ao seu resultado, conforme-se. E nunca pare de tentar.
Tenha fé em alguém/alguma coisa. Em Deus, em deuses, ou naquilo que mais te faz bem. Seja ateu e tenha ou tenha fé em uma pedra. Mas, com fé, se chega a lugares inimagináveis.
Me desculpem se não acreditam em Deus,  mas eu acredito. E sei que os planos dele são infinitamente melhores que os meus, e que se alguma coisa não sai perfeita, desconfio que Ele tem um plano que vai além disso, além de qualquer expectativa minha, porque o meu "perfeito" pode não ser nada comparado ao dEle. :D


Primeiro post de 2011, que emoção, haha. Estou meio sem tempo por aqui, mas pra não deixar isso parado, faço textos menores. Besos, galerê :*