Ao som de:
(Meu protesto...)
Século XXI. Sempre foi assim? Quer dizer, pessoas “boas” sempre se dando mal, e não só isso: tudo mundo sabe que o pessoal do bem nem sempre se dá bem.
Ninguém é perfeito nem completo. A capacidade do ser humano de doar-se a um sentimento maior e completarem uns aos outros já não existe mais. O que há é o medo da própria raça. Um canibalismo sentimental. O respeito entre as pessoas tornou-se perda de tempo. Olho por olho e dente por dente é uma ótima decisão. Vingança é indispensável; distância também.
O preconceito já não é mais combatido com igualdade. Mas sim, cada vez com mais preconceito; divisões e definições. Se somos todos iguais, porque ainda existem termos para diferenciação? Ninguém é igual a ninguém. A supervalorização das diferenças nos deixa cada vez mais afastados uns dos outros.
É muito mais fácil viver com todas as coisas mundanas que existem por aí. Colocar a culpa em qualquer desilusão e afogar-se em um copo de cerveja é fraqueza para a qual ninguém nasceu. Não existem desculpas. Se você chegou a algum lugar e não gosto é só voltar pelo caminho inverso – parar no bar do fim da estrada não vai ajudar muito. É fácil tropeçar na primeira pedra que há no caminho e lá ficar. Difícil mesmo é levantar-se e mostrar ao mudo – e a si mesmo – que você tem valor. E que sua vida também.
Poucos de nós almejamos fazer parte do Time do Bem. Porque, é claro, “ser bonzinho nos dias de hoje não trás bons resultados”. Ajudar o próximo é burrice, obviamente, você se daria mal: “Vai em frente, dá a mão que já te roubam o braço inteiro”. Ou pior: podem descobrir que você ajudou alguém! Imagine? Todos seus amigos super descolados nunca mais te chamariam para sair e fazer besteiras em plena quinta-feira se soubessem de um absurdo desses... Sua imagem ficaria des-tru-i-da.
E tantas coisas horríveis que passam nos jornais, todos os dias, é fruto do caos que se encontra nossa sociedade. Caos que todos os dias é criticado por todos nós, que tantas vezes culpamos a Deus por tanta coisa errada. Somos incapazes de olhar nosso próprio umbigo e aceitar que a culpa... É toda nossa.
Se sempre foi assim, não sei. Eu quero fazer parte do Time do Bem. Eu quero ter orgulho de ajudar e ter um coração. Eu vou me esforçar para fazer sempre o certo seja lá qual for a opinião da sociedade. Eu vou correr atrás. Eu quero sempre melhorar. Eu sei que tudo vai dar certo. Como eu sei disso? É porque eu amo. E o amor é maior do que tudo e todos. E como eu tenho certeza de que todas as vezes que eu cair, levantarei? É porque eu tenho a Deus. Todos nós O temos, mas nem todos conseguimos enxergar. E quando meus olhos se fecharem, eu sei que tem muita gente que vai abri-los para mim outra vez. E eu tenho orgulho de contar que me Time do Bem é grande e está crescendo cada vez mais.
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