(sobre mudanças...)
Por um instante, desejou que nada daquilo tivesse acontecido e que o momento que proporcionou um giro em sua vida não passasse de um sonho. Um sonho muito bom. Daqueles que fazem a gente se perguntar “porque não podia ser verdade?”. Mas os sonhos não acabam porque não existem. E tudo que é real... Ah! Agradeça se durar alguns segundos. Principalmente no século XXI, que a vingança não vem a cavalo e nem é um prato que se come frio. Aquelas tantas obras do futurismo tornaram-se lentas.
Por um instante, desejou que nada daquilo tivesse acontecido e que o momento que proporcionou um giro em sua vida não passasse de um sonho. Um sonho muito bom. Daqueles que fazem a gente se perguntar “porque não podia ser verdade?”. Mas os sonhos não acabam porque não existem. E tudo que é real... Ah! Agradeça se durar alguns segundos. Principalmente no século XXI, que a vingança não vem a cavalo e nem é um prato que se come frio. Aquelas tantas obras do futurismo tornaram-se lentas.
Conselhos e explicações ou quaisquer outras palavras enchiam sua cabeça prestes a explodir. Dois ouvidos eram poucos para captar tantos comentários. As palavras todas se misturavam em seja lá qual parte do cérebro isso acontece. E mais nada fazia sentido. Sua cabeça girava, vagando entre o certo e o real. Ou talvez o real e o certo fossem a mesma coisa. Ou nem se quer existiam. Ou... Milhões de especulações. As poucas palavras que tentava jogar ao vento saiam em sílabas mal feitas que tentavam passar, com muita dificuldade, alguma explicação para si mesma.
Mas o pior era entender todas as versões (ou pensar que entendia). Tanta compreensão a deixava de mãos e pés atados. E por mais que tentasse fazer qualquer coisa, ela mesma, sempre tão perfeccionista, já encontrava os sete erros da vez. Buscava incessantemente qualquer resposta que acalmasse seu coração. Mas parecia em vão.
Já estava desconfiando que, talvez, fosse assim mesmo. As melhores coisas vinham e iam. E que aquele primeiro passo para mudar o mundo não fosse, de fato, mudar alguma coisa. Mas tentar mudar. E num só tiro, atingiu dois alvos: aprendeu, também, que sua hora nem sempre é a hora certa para mudar alguma coisa.
Finalmente, chegou a conclusão que o melhor mesmo era dizer “adeus”. Talvez aos pouquinhos e talvez não completamente. E manteve-se obrigada a aceitar que não ia poder fazer mais nada para si, mas talvez para os outros estivesse fazendo um favor.
Mas uma parte de si nunca ia entender.
A outra parte pensava que algum dia entenderia. Estava feliz porque havia acontecido e mudado tudo dentro de si. Essa mesma outra parte aceitava tão tranquilamente as mudanças que não se notava nenhuma diferença nas batidas do seu coração. A outra parte seguiu em frente e criou uma alma nova. E deixou a primeira para trás. A outra parte era maior e crescia cada vez mais. E estava sempre pronta para a próxima fase e o chefão não tinha chances. A outra parte sabia que o eterno não pertencia a este mundo, mas um dia pertenceria a ela.
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