Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.Martha Medeiros
Distância é uma injustiça. Por que temos que morar longe de quem gostamos?
Quem, como eu, mora em dois lugares a cada quatro anos (faça as contas: 16 anos, 8 lugares), entende: não é sentir falta de uma pessoa só. É sentir falta de várias. Várias pessoas, vários lugares.
Não é uma saudade que se resolve com uma passagem de avião. Não se resolve. Não tem telefonema, nem carta, nem nada, que una todo mundo que você quer ver junto outra vez.
Um dos meus maiores desejos é reunir todos os meus amigos (incluo aqui todos que já fizeram parte do meu dia-a-dia, e não apenas os que conservo até hoje) em um mesmo lugar, na mesma hora.
É tão difícil deixar um lugar de um jeito, e, depois de um ano, quando volto a visitá-lo, está tudo diferente. As vezes, parece que sou uma estranha lá, e já não conheço mais ninguém.
Protesto. Contra todas essas mudanças que acontecem enquanto nós estamos fora. Eu sei que estou sendo egoísta, mas... Deveria ser que nem emprestar: se te empresto alguma coisa, quero-a de volta intacta. Exatamente como a deixei.
Para ser bem dramática, é exatamente como emprestar: deixo meu coração lá, e quando vou buscar, ele está todo despedaçado ): hahahaha. Mas é assim, sim.
É muito mais fácil acompanhar as mudanças, e fazer parte delas, do que ter o choque do antes e depois.
É difícil enxergar e aceitar que todos os amigos que foram deixados para trás podem viver sem você. A saudade, muitas vezes, vai passando. E você se torna um tanto quanto insignificante para alguém que, antes, não imaginava viver sem você.
É uma forma bastante dolorosa para ver quem realmente é seu amigo: esses nunca vão deixar que você se torne realmente insignificante.
Mas estou convencida de que não existem muitas soluções para tal problema, então, me resta apenas aproveitar o agora. Conhecer diversas culturas, diversos pensamentos. Deixar um pedacinho de mim em cada lugar, e, em troca, levar vários pedacinhos de onde passo.
Quem, como eu, mora em dois lugares a cada quatro anos (faça as contas: 16 anos, 8 lugares), entende: não é sentir falta de uma pessoa só. É sentir falta de várias. Várias pessoas, vários lugares.
Não é uma saudade que se resolve com uma passagem de avião. Não se resolve. Não tem telefonema, nem carta, nem nada, que una todo mundo que você quer ver junto outra vez.
Um dos meus maiores desejos é reunir todos os meus amigos (incluo aqui todos que já fizeram parte do meu dia-a-dia, e não apenas os que conservo até hoje) em um mesmo lugar, na mesma hora.
É tão difícil deixar um lugar de um jeito, e, depois de um ano, quando volto a visitá-lo, está tudo diferente. As vezes, parece que sou uma estranha lá, e já não conheço mais ninguém.
Protesto. Contra todas essas mudanças que acontecem enquanto nós estamos fora. Eu sei que estou sendo egoísta, mas... Deveria ser que nem emprestar: se te empresto alguma coisa, quero-a de volta intacta. Exatamente como a deixei.
Para ser bem dramática, é exatamente como emprestar: deixo meu coração lá, e quando vou buscar, ele está todo despedaçado ): hahahaha. Mas é assim, sim.
É muito mais fácil acompanhar as mudanças, e fazer parte delas, do que ter o choque do antes e depois.
É difícil enxergar e aceitar que todos os amigos que foram deixados para trás podem viver sem você. A saudade, muitas vezes, vai passando. E você se torna um tanto quanto insignificante para alguém que, antes, não imaginava viver sem você.
É uma forma bastante dolorosa para ver quem realmente é seu amigo: esses nunca vão deixar que você se torne realmente insignificante.
Mas estou convencida de que não existem muitas soluções para tal problema, então, me resta apenas aproveitar o agora. Conhecer diversas culturas, diversos pensamentos. Deixar um pedacinho de mim em cada lugar, e, em troca, levar vários pedacinhos de onde passo.
E quanto à saudade? Por favor, se descobrir, me conte qual é o remédio mais eficaz para essa dor que dói mais que bater o dedinho em qualquer quina ):
É chato ser filha de militar por causa disso... mas...
ResponderExcluirPense que tudo está acontecendo simultaneamente. O tempo não existe. Todas as lembranças da sua vida até agora (e até mesmo da sua vida ''futura'') estão acontecendo nesse exato momento.
Mesmo que você não possa ver ou sentir isso, você sabe que eles estão todos juntos ali, perto de você ao mesmo momento.
baisers :*
vc acabou de colocar em palavras tudo que eu tenho sentido ultimamente
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