quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Warner, cadê meus Friends?


Talvez isso não interesse a muitos de vocês (ou aos poucos que ainda passam por aqui). Mas a Warner parou de passar Friends de madrugada. Geralmente, era de meia-noite à uma hora. Ela simplesmente... parou! Eu que me preparava toda para que meia-noite em ponto estivesse em frente à televisão escutando as palminhas da melhor abertura de todos os tempos.
                Mas, não. Ela simplesmente... Cortou! Cancelou! Sem avisar nem nada! Não curti, não mesmo. E nós, fãs incontestáveis do Central Perk, que planejávamos tudo de acordo com os horários da série: 13 hrs, 18hrs e meia-noite (com alguma modificações de horários em dias específicos), como ficamos? E que, quando dormíamos cedo demais, ainda torcíamos para acordar 5:30 e pegar mais uma pontinha do episódio? Ou que, em caso de insônia, ficavam acordados até o mesmo horário? Que sempre nos adequamos aos seus horários e nunca reclamamos? Só agradecíamos de passar!
                Mas assim, também, estão as pessoas. Paralelo ao mundo globalizado que nos conecta cada vez mais, andamos cada vez mais sozinhos. Ninguém mais pode contar com os outros, só consigo mesmo e olhe lá. Até em auto-sabotagem já ouvi falar. Cadê o respeito? Cadê a cumplicidade?
                Os laços estão cada vez mais frouxos. Ninguém mais conversa sobre a própria vida e está tudo corrido demais. Horas nas redes sociais é o nosso meio para descobrir como antigos grandes amigos estão agora. Onde estão morando? Nossa... Namorando? E acontece tudo na velocidade da luz. De irmãos separados na maternidade a conhecidos. Isso em pouquíssimos dias. Sem aviso prévio.
                Isso acontece muito comigo, que me mudo um pouco mais do que frequentemente. Quisera eu saber conservar todos os amigos que já tive. A gente lembra o que passou, mas talvez seja mais difícil lembrar o que passou pela gente. Nem sempre a minha vontade de conservar alguém seja a mesma vontade que alguém tem de me conservar. Talvez praticando o desapego, deixaram-me passar quando eu quis deixar uma parte minha para trás. Mas não se engane: eu deixei. E fui atropelada.
                E aquela música que era a sua cara, mas não tive tempo de lhe mostrar? Se soubesse que aquela era a última vez que nos veríamos, teria lhe dito o quanto foi importante para mim enquanto estivemos por perto um do outro; e o quanto seria importante que continuássemos grudados, mesmo que separados. Diria a você que, quando começar o ano e não tivermos tempo para ficar horas conversando pela internet ou telefone, que me mandasse sempre notícias, que se lembrasse de mim. Pediria para levar um pedaço do seu coração comigo – mas não se preocupe, pois um pedaço do meu vai estar substituindo o que eu peguei do seu. Finalmente, lhe diria que, mesmo afastados, me ligasse só em caso de você precisar de ajuda.
                O que eu não sabia era que você me superaria tão rápido. O que se supera é fim de relacionamento. Mas amizade não deveria ter fim. E você fez isso sem nem deixar bilhete.
                Você foi o meu seriado favorito que deixou de passar. 

Maldito Conselho


O pior conselho que alguém pode dar é: “seja você mesmo” – Ouvi isso em algum lugar e concordo plenamente. Quer dizer, ninguém é perfeito! Nós somos confusos. Ou de mais ou de menos. Ou falamos muito, ou nunca abrimos a boca; ou fazemos ou esperamos acontecer.
                A gente solta aos sete ventos que “só me arrependo do que não faço”, mas vai dizer que, quando você faz, não dá um friozinho na barriga? Vai dizer que você nunca pensou, nem que seja por um segundo, como teria sido se tivesse se contido? E quando você não faz... Como teria sido se houvesse feito? O se é, de fato, a dúvida mais cruel que a gente pode ter.
                Voltando ao conselho... Quando bate o conformismo de nos expormos ao mundo com todos os nossos defeitos, a culpa vai ser sempre do outro. Culpa dele que não me aceitou com meus detalhes. Se ninguém é perfeito, por que logo eu haveria de ser? Fui certa e corajosa ao te mostrar todo esse lixo que tem dentro de mim; imaturo foi você, que não soube aceitar.
                Aí a gente vai culpando aos pais, aos amigos, aos namorados e às namoradas da vida. Então, teimamos em dizer que é culpa do nosso jeito. E se alguém resolve querer mudar quem você é... Sai pra lá, não merece minha confiança. Se eu sou rebelde, culpa do mundo que tá o caos que tá. Se eu sou calada, culpa de vocês que não me respeitam; já se sou impulsiva e faço tudo sem pensar, culpa de quem colocou na minha cabeça que o mundo é de quem faz. Mas que diabos você tá fazendo?
                Tenha uma certeza: você pode. Você pode ser melhor, você pode mudar o que não lhe apetece em si mesmo. Você pode ser hoje, ser amanhã, ser qualquer dia. Você pode ser muito mais do que sempre quis. Então, pense em ser muito mais além do que você é. Aprenda consigo mesmo, seja o professor e o aluno. Você tem que ser fruto da própria evolução. Não se acomode com o jeito que tem... Maldita mania de resolver ser você mesmo toda hora.         

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Acorrentados


O tempo passa rápido demais. E nós tanto hesitamos por fazer o que faria nosso coração pulsar. Talvez por medo de, no futuro, machucá-lo; talvez por medo de arrepender-se; quem sabe, até por preguiça?
                Talvez já por estarmos cansados de ouvir o mesmo discurso garanta-o-seu-futuro de sempre, nem chegamos a sentir que tem algo dentro de nós que quer mais; que merece mais. Às vezes, nem lembramos que tem alguma coisa dentro de nós.
                O mundo todo faz a gente acreditar que é livre. Ironicamente, é “anormal” quem não faz o que todo mundo faz: escola, faculdade, trabalho e não se esqueça de casar-se! Antes mesmo de pensar que somos livres, já estamos acorrentados aos pensamentos mundanos. Correntes que, completamente imaginárias, são capazes de manter-nos afastados dos nossos próprios sonhos. “Seria loucura! Seria bom de mais...” E justamente pelo fato de ser bom de mais, é que já julgamos impossível.
                Que atire a primeira pedra quem nunca saiu de um filme querendo ser a protagonista, só para viver a mesma história linda que ela “viveu”. Quem sabe fosse possível, se tentássemos? Quem sabe, se nos permitíssemos ouvir o que o coração sussurra, de vez em quando... Se ousássemos um pouquinho mais? Quem sabe, assim, ganharíamos o mundo... Quem sabe?

quinta-feira, 20 de outubro de 2011





 "As pessoas muito me perguntam por que sorrio tanto. Talvez ficassem ainda mais confusas se soubessem o que acontece por trás do que pouco sabem sobre mim.
Mas, justamente por ser o próprio sorriso, meu único motivo para sorrir, não quero perdê-lo"