Tudo bem, eu sei que ele não é nada real, e que, se fosse, não teria morrido de verdade (Dobby always alive in our hearts), mas eu não quero falar do Dobby como elfo, eu quero falar dele pelo que ele representa: amizade, cumplicidade.
Porque amigos assim não se vêem mais com tanta freqüência. A palavra, as promessas estão sendo banalizadas: muita gente fala “Eu te amo” e “Conte comigo” constantemente, e até escrevem isso diversas vezes em depoimentos no Orkut, mas, na hora em que precisamos da ajuda, são pouquíssimos aqueles em que podemos nos apoiar.
E é aqui que Dobby entra: a partir do momento no qual ele disse ou demonstrou ao Harry que estaria lá, ele esteve. Não se importou com as conseqüências que poderia sofrer, apenas esteve presente (Ok, morrer é meio drástico, mas dá pra entender o que eu estou tentando dizer...). Isso sim, é amizade. É estar lá, apenas estar lá.
Para uma amizade nascer, é necessário tempo e espaço. Uma vez que você conquista a amizade de alguém... “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas” (ó O Pequeno Príncipe aí gente!) Equívocos acontecem todo o tempo, um deslize (não chamo de erro, porque é uma palavra muito forte, e o que é erro para alguns, pode não ser para outros) jamais acabaria com uma amizade. Aliás, nada acaba com ela, se não for proposital.
Eu procuro sempre ter algum significado no que eu digo, nas promessas que eu faço. Até estava falando para uma amiga minha outro dia: quando eu chamo alguém de amigo, é porque não é colega, é amigo. E, para mim, não existem “tipos de amizade”, existe amizade e só.
Quanto a mim, não posso reclamar de nada, porque tive a sorte de encontrar amigos, os melhores do mundo.
(Aproveitando o friendship feeling, eu só queria agradecer aos meus amigos. OBRIGADA por estarem lá)
"Dobby não queria matar ninguém. Dobby só queria mutilar ou ferir gravemente"

