A madrugada adentra o céu e eu vou madrugada a dentro. Sexta-feira pela noite me parece quase impossível dormir. Quer dizer, amanhã é sábado! Na verdade, era. Porque se todos os dias que você comparece às aulas terminam em “feira”, vestibulando tem sábado-feira e domingo-feira também!
Mesmo assim, ainda me parecem duas substâncias que não se misturam: sexta-feira e dormir. Ou, se fossem corpos, um problema de física: “dois corpos não ocupam o mesmo lugar”. Poderia até transformar em matemática: o ponto “dormir” não pertence à reta “sexta-feira”. Veja bem: a um mês de uma prova que até tem alguma importância, você estuda – até mesmo sem perceber – 24 horas por dia. E o único dia que passa pela sua cabeça é a data da maldita.
Mas, se você quiser saber como eu estou: estou bem, obrigada. Até gosto disso de estudar; saber das coisas me interessa muito. Quer dizer, como a Revolução Francesa pôde influenciar as Independências na América?
E o beija-flor? Você sabia que os pássaros armazenam pouquíssima energia, e que o beija-flor, em especial, se resolver, no meio da noite, mudar de lugar, pode não ter energia suficiente para buscar alimento na manhã seguinte?
Que me perdoem os ociosos de plantão, mas estudar é legal.
Mas que me perdoem também os estudiosos de plantão: sexta-feira à noite simplesmente não dá.
É questão de dignidade: sexta-feira é dia de festa.
A menos que todos os seus amigos – ou grande parte deles – também sejam vestibulandos. E, ao contrário de você, ou estão estudando demais, ou estão cansados demais. E te deixam sozinha.
Não que isso seja um problema, é claro. Afinal, é justamente nesse dia que as coisas acontecem! Im-pos-sí-vel uma sexta-feira à noite passar em branco. A não ser que você seja eu. Tenho observado, nos últimos dias, que nada tem hora para acontecer. E mais: quem faz acontecer sou eu mesma. Concluí, também, que surpresas não são recorrentes, e se alguém te fizer alguma, você tem muita sorte – ou amigos muito bons (e não: muitos amigos bons) E que tanto faz o dia e o horário - contradizendo o que disse anteriormente sobre fazer acontecer: vai ser quando você menos esperar.
Então, a que se resume a sexta-feira à noite?
Aos cliques da “Paciência” que tem no seu computador e ao Johnnie. Walker.
Mesmo assim, ainda me parecem duas substâncias que não se misturam: sexta-feira e dormir. Ou, se fossem corpos, um problema de física: “dois corpos não ocupam o mesmo lugar”. Poderia até transformar em matemática: o ponto “dormir” não pertence à reta “sexta-feira”. Veja bem: a um mês de uma prova que até tem alguma importância, você estuda – até mesmo sem perceber – 24 horas por dia. E o único dia que passa pela sua cabeça é a data da maldita.
Mas, se você quiser saber como eu estou: estou bem, obrigada. Até gosto disso de estudar; saber das coisas me interessa muito. Quer dizer, como a Revolução Francesa pôde influenciar as Independências na América?
E o beija-flor? Você sabia que os pássaros armazenam pouquíssima energia, e que o beija-flor, em especial, se resolver, no meio da noite, mudar de lugar, pode não ter energia suficiente para buscar alimento na manhã seguinte?
Que me perdoem os ociosos de plantão, mas estudar é legal.
Mas que me perdoem também os estudiosos de plantão: sexta-feira à noite simplesmente não dá.
É questão de dignidade: sexta-feira é dia de festa.
A menos que todos os seus amigos – ou grande parte deles – também sejam vestibulandos. E, ao contrário de você, ou estão estudando demais, ou estão cansados demais. E te deixam sozinha.
Não que isso seja um problema, é claro. Afinal, é justamente nesse dia que as coisas acontecem! Im-pos-sí-vel uma sexta-feira à noite passar em branco. A não ser que você seja eu. Tenho observado, nos últimos dias, que nada tem hora para acontecer. E mais: quem faz acontecer sou eu mesma. Concluí, também, que surpresas não são recorrentes, e se alguém te fizer alguma, você tem muita sorte – ou amigos muito bons (e não: muitos amigos bons) E que tanto faz o dia e o horário - contradizendo o que disse anteriormente sobre fazer acontecer: vai ser quando você menos esperar.
Então, a que se resume a sexta-feira à noite?
Aos cliques da “Paciência” que tem no seu computador e ao Johnnie. Walker.
